História

Uma borrifada mágica

Brasil Essencia - Perfume - História

A história da perfumaria começa com uma viagem no tempo, até a era dos egípcios. Já naquela época, cheiros preciosos eram capazes de transportar para um mundo de fantasia, sedução e poder.

Brasil Essencia - Perfume - História Os cheiros mais antigos conhecidos são os da fumaça exalada da queima de madeiras, especiarias, ervas e incensos. E é daí que nasce a palavra perfume: per (através) e fummum (fumaça). Tudo começou no ano 3000 a.C, quando os egípcios acreditavam que suas orações chegariam mais rápido aos deuses se viajassem em nuvens de fumaça aromática. Aliás, a cultura dessa civilização está repleta de aromas: eles também usavam uma mistura de mirra, musgo de carvalho e resina de pinho para garantir a passagem dos mortos para a outra vida.
Brasil Essencia - Perfume - História Criar perfumes e aplicar o cheiro de plantas e outras espécies em crenças, aliás, não eram méritos apenas dos egípcios. Na mitologia grega, Afrodite, a deusa do amor, é considerada a divindade das fragrâncias. Em meados de 800 a.C, o rei dos persas, Alexandre, o Grande, entregou sementes e mudas originárias da Pérsia ao seu professor em Atenas, Teosfrato, que se tornou o primeiro autor de um tratado sobre cheiros. Outra figura importante marca o uso dos cheiros, dessa vez como artifício de sedução: Cleópatra realizava rituais perfumados para intensificar seu poder de atração. Ela untava o corpo com essências aromáticas, com as quais, acreditava, criava uma aura mágica.


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Muitos séculos depois, em 1370, surgiu a precursora da Água de Colônia, a Água da Rainha da Hungria - o primeiro preparado perfumado em base alcoólica. As pesquisas nessa área, porém, jamais pararam. Em 1612 foi fundada, em Florença, na Itália, a Officina Profumo di Santa Maria Novella: frades dominicanos produziam essências, pomadas, bálsamos e outros preparados medicinais. Muitas dessas fórmulas, fabricadas até hoje, foram estudadas na corte de Catarina de Médicis, nobre florentina que se mudou para a França em 1533 para se casar com o rei Henrique II. Em sua caravana estava seu perfumista pessoal, René Blanc, que deu à França as primeiras lições na arte da perfumaria e fundou a primeira butique de perfumes em Paris.


O perfume conquista o mundo

Mas a jornada mundial da Água de Colônia não começou em território francês. O italiano Jean-Marie Farina, em 1714, registrou, na cidade alemã de Colônia, um produto de nome Kölnisch Wasser (Água de Colônia). Ele era feito com essências italianas naturais: neroli, bergamota, lavanda e alecrim diluídos em álcool neutro (essa água é comercializada até hoje pela marca Roger Gallet).

No fim dos anos 1800 e começo dos 1900, o mundo passou por grandes mudanças. A Belle Èpoque agitou a arte, a moda e a perfumaria. Perfumes e artigos de toalete ganharam espaço. Mulheres elegantes lotavam os cafés parisienses exalando fragrâncias variadas. Com a chegada do século 20, Paris era a mais chique das cidades e a perfumaria virou sinônimo de sofisticação, com líquidos aromáticos elaborados guardados em frascos feitos de cristal Lalique. Na famosa Exposição de Artes Decorativas e das Indústrias Modernas, realizada em Paris, em 1925, a perfumaria francesa já estava definitivamente ligada à moda e se consagrou como rico universo a ser conquistado. Mas isso é outra história.

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