Moda & Perfume

Parceria eterna

Com a chegada dos anos 1900, uma nova etapa na área da perfumaria começou a ser escrita. Moda e perfumaria uniram-se com laços tão firmes que jamais se largaram! Selecionamos os principais acontecimentos, nos últimos 100 anos, para você passear por esse mundo mágico e perfumado, que mescla costumes e aromas.

Brasil Essencia - Perfume - Moda e Perfume
  • 1910

    O estilista Paul Poiret cria uma linha própria de fragrâncias: Parfums Rosine. As versões mais encorpadas ganham espaço e atingem o ápice com Chypre, em 1917.

  • 1920

    Floresce a carreira da estilista Gabrielle Chanel, que promove uma revolução com o lançamento do imortal Chanel N. 5. O lançamento do sensual Shalimar, de Guerlain, na famosa Exposição Internacional de Artes Decorativas, em Paris, 1925, também marcou a década.

    Brasil Essencia - Perfume - Moda e Perfume - 1920
  • 1930

    Intensas, dotadas de inconfundíveis notas orientais, duas fragrâncias se tornaram favoritas: Tabu, de Dana, e Schocking, de Schiaparelli. O estilista Jean Patou, favorito das européias aristocráticas, lançava, em 1935, um antídoto para o pessimismo: Joy, envasado à mão em frasco selado com fios de ouro – o perfume mais caro do mundo.

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  • 1940

    Em 1944 surgiu uma nova sensação: Femme, de Marcel Rochas. Composições mais agressivas, como Bandit, de Piguet, com um toque animal, sugeriam sensualidade e Vent Vert de Balmain, um floral verde, marcou uma nova direção olfativa. A volta ao luxo é marcada com o clássico Miss Dior, de Christian Dior e o romantismo em alta pedia um floral autêntico, que chegou em 1948 com o lançamento de L'Air du Temps, de Nina Ricci.

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  • 1950

    Com a indústria do cinema, o foco se volta para os Estados Unidos. Surge então o primeiro grande perfume americano: Youth Dew, de Estée Lauder, um oriental repleto de especiarias. O chipre com um toque animal foi outro sucesso da década, com Cabochard, de Grès. Mas os florais não perderam seu posto, traduzindo luxo e romantismo em Dioríssimo, e o icônico L’Interdit, de Givenchy, cuja musa inspiradora foi Audrey Hepburn.

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  • 1960

    Os florais modernos Mme. Rochas (1960) e Calèche (1961), de Hèrmes, agradaram à clientela clássica e refinada. Essa faixa de consumidoras logo se rendeu ao charme de Yves Saint Laurent, com seu perfume Y (1964), exalando frescor e suavidade, seu multicolorido vestido Mondrian, ícone da moda, e sua musa, Catherine Deneuve. O desejo pela liberdade foi marcado pelo aparecimento de um frescor olfativo em fragrâncias como Calandre, de Paco Rabanne.

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  • 1970

    As mulheres clamavam por individualidade. Na moda, jovens estilistas como Kenzo, Tierry Mugler e Giorgio Armani, Calvin Klein, Ralph Lauren e Donna Karan optaram pela simplicidade, realçando as formas de uma mulher jovem, magra e livre. Acompanhando as conquistas femininas a perfumaria foi oferecendo novos caminhos. O floral fez carreira com Chanel n 19 e duas marcas acertaram em cheio: Revlon com Charlie e Cacharel com Anais Anais.

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  • 1980

    A competição e a paixão pelo dinheiro provocam homens e mulheres. Há ainda forte demanda por fragrâncias densas, como Poison, Giorgio e Loulou. Perfumes como Paris fazem sucesso graças ao romantismo do casamento de Lady Di, que contagia a todos. Na contracorrente dos florais frescos, nasce uma nova categoria de chipres: Paloma Picasso, Diva e Ysatys, e de orientais, como Boucheron, Coco, Obsession e Samsara.

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  • 1990

    A globalização permite que o mesmo perfume seja apreciado por diferentes pessoas e o unissex CK One, de Calvin Klein, quebrou as regras de até então. O floral mantém-se firme com Trésor e Amarige. Cansada dos excessos dos anos 1980 e da androgenia dos 1990, a moda busca o minimalismo e uma nova onda de acorde aquáticos ganha força com Escape e L’Eau d’Issey, mas o verdadeiro ícone da década é Angel, de Thierry Mugler.

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  • 2000

    A primeira década de 2000 se encerrou com um regresso a autenticidade e a vontade de controlar o próprio destino. Fora do Brasil emergem novos perfumes de nicho que exploram o talento de alguns perfumistas e matérias primas fetiches, com enfase às criações orientais. O Brasil assume o primeiro posto no consumo mundial de perfumes e por aqui, marcas locais como Natura e Boticário criam sua própria personalidade olfativa. A internet mais do que nunca, fez do mundo uma aldeia, onde as redes sociais exploram cada vez mais a rapidez das notícias. Muita coisa acontece e muito pouca coisa permanece. Um mundo “selfie”. A consciência sustentável e a responsabilidade social são valores crescentes no mundo civilizado. A perfumaria masculina explora uma sensualidade mais intensa e na feminina, tudo é permitido, porém perfumes florais frutais e orientais gourmand dominam as massas.

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